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Forte do Brum

O Forte do Brum é uma construção histórica, que desempenhou papel estratégico na defesa do território brasileiro contra as invasões holandesas.

Em 1629, Matias de Albuquerque chegou a Recife com esta missão, tendo em vista as tentativas dos holandeses de conquistarem o território.

Decidiu imediatamente pela construção de um forte, obra iniciada e financiada por Diogo Pais. Esta construção reforçaria os dois outros fortes já existentes. O forte foi planejado com quatro baluartes e seria conhecido como Forte Diogo Pais. Entretanto, antes de ver sua obra concluída, ocorreu a invasão holandesa em 28 de fevereiro de 1630.

Os holandeses conquistaram a linha de defesa do porto de Recife e retomaram a construção da fortificação, aproveitando os alicerces do Forte.

Este forte, que posteriormente seria conhecido pelos luso-brasileiros como Forte do Brum, deve seu nome ao chefe do Conselho Político Holandês, Johan de Bruyne.

Entretanto, os luso-brasileiros inquietavam as posições inimigas realizando constantes incursões, destruindo as construções que vinham sendo edificadas., que destruíam cada alicerce reconstruído.

Em 1654, após a derrota na segunda batalha de Guararapes, os

holandeses retiraram-se de Recife.

Em 1667, o então Governador Bernardo de Miranda Henriques solicitou ao Rei, permissão para restaurar o Forte do Brum, reconhecendo o seu valor estratégico para a defesa da cidade. A reconstrução foi concluída em 1690, prosseguindo as obras complementares até 1715.

Passados os anos, a partir de 1987, o Forte foi transformado

em Museu Militar, acolhendo até hoje em seu interior precioso acervo. Desde então, vem recebendo apoio de todos os segmentos culturais, nacionais e estrangeiros, transformando-se num atrativo para turistas, pesquisadores, arqueólogos, valorizando a memória do país.

Para preservar e valorizar o Forte do Brum, patrimônio histórico da cidade de Recife, a FUNCEB está restaurando seu portal de modo a recuperar as características arquitetônicas originais quando da sua instalação, no século XVII .
O projeto, amparado pela Lei Rouanet, está sendo patrocinado pelas empresas USIMINAS e KLABIN S/A.

Os trabalhos de restauro serão desenvolvidos dentro das orientações e normas estabelecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, além das recomendações adotadas pelo ICOMOS Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Comitê Brasil e demais órgãos de preservação das esferas estadual e municipal.

Preliminarmente foram adotadas medidas de isolamento e proteção com andaimes metálicos, chapas de madeirit e telas de nylon, de modo que fosse possível o funcionamento normal do museu durante o desenvolvimento da obra.

O trabalho consistiu na limpeza das pedras, manualmente, por processo de abrasão progressivo, afim de remover as diversas camadas de pintura. Foram realizados testes com solventes, com resultado insatisfatório, devido à porosidade do substrato. No decorrer da obra foram testados equipamentos mecânicos, como micro jateadeiras, cujo resultado visou, tão somente, a remoção das pinturas, evitando-se a redução da seção original, a alteração da textura e impactos que provocassem perdas nas cantarias.

Após a limpeza, foram realizadas prospecções no frontão e base das torres, com o objetivo de identificar vestígios das inscrições, ponte levadiça e presença de pedras nas bases. Foram eliminados os materiais espúrios, como placa, chumbadores metálicos, rejuntamento em argamassa e intervenções anteriores, que estivessem alterando a originalidade da portada. Na sequência iniciou-se a etapa de restauração propriamente dita, com a inserção de próteses em pedra arenítica nos trechos onde ocorreram danos significativos e perda de material. Tais próteses foram fixadas com pinos de aço inoxidável, cola de base epóxica. Os acabamentos, com argamassa de pó de pedra e resina entonada, foram utilizados nos trechos que requeressem pequenas intervenções. Nesta etapa levou-se em consideração que o aspecto original da portada deveria prevalecer, sendo as intervenções o mais discretas possível. As fissuras foram lavadas, embrechadas com V1-GRAUTH e consolidadas com cola epóxica. Como proteção das pedras, contra o ataque da poluição atmosférica, fungos e a forte presença dos cloretos em suspensão devido à proximidade do mar, foi pulverizada uma camada de resina acrílica (do tipo Paralóide). Como rejuntamento dos blocos de pedra, foi utilizada a argamassa à base de resina e areia entonada, objetivando a eliminação de eventuais infiltrações das águas pluviais.

O portão, que encontra-se em fase de restauração. Após a remoção das sucessivas camadas de pintura, terá as fichas em madeira substituídas, ferragens lubrificadas, parafusos e arruelas substituídas por outras em latão. Receberá nova demão de pintura em esmalte sintético, sobre fundo nivelador branco fosco.

Os trechos a serem rebocados, receberão chapisco, e massa única de cimento, cal e areia fina, pintura acrílica em duas demãos sobre selador acrílico.

A previsão de término de obra está prevista para do dia 30 de novembro do corrente ano.



Portada do Forte passa por restauração
O Portão receberá nova demão de pintura em esmalte sintético
Obras devem ser concluídas em novembro
Com importância histórica e turística, o local passa por uma necessária reforma

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